
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, determinou nesta segunda-feira (6) que a defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresente as qualificações de Carlos Eduardo Antunes Torres, irmão de Michelle Bolsonaro (PL), o qual receberia cuidados e acompanhamentos especiais em suas atividades na prisão domiciliar.
O pedido foi deferido na última quinta-feira (2), sob a argumentação de que a líder do PL Mulher e sua filha Laura Bolsoanro, junto de sua enteada, Letícia Firmo, teriam outros compromissos e não poderiam acompanhar o ex-presidente, que se recupera de uma broncopneumonia.
Moraes sustentou que o pedido não deixou claro se Torres seria o enfermeiro ou auxiliar de enfermagem para o tratamento de Bolsonaro.
Suplente de deputado distrital, ele se registrou no Tribunal Superior Eleitoral como fotógrafo, tendo como formação o ensino médio completo.
Ele também já foi assessor da minoria no Senado Federal.
O ex-presidente está cumprindo pena em prisão domiciliar de 90 dias, por ordem do ministro, relator da ação que o condenou a 27 anos e três meses de prisão por suposta tentativa de golpe de Estado.
Como mostrou o Diário do Poder, Bolsonaro completou uma semana de estadia em casa, após o tratamento que recebeu no hospital DF Star durante 14 dias.
Ele deve ser submetido a uma artroscopia no ombro direito nos próximos dias, recomendação de sua equipe médica.
Ele teria se queixado de dores no ombro há um tempo, ainda quando estava preso no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), a Papudinha.
Segundo os documentos enviados ao STF, o líder da direita apresentou redução de movimentos, perda da força e dificuldade para realizar atividades. O laudo já afirma que Bolsonaro está em fase pré-operatória.
DIÁRIO NDO PODER

