Governo admite que será difícil evitar tarifas americanas

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Navio transportando mercadorias em containners.

REDAÇÃO

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) passou a considerar improvável que o Brasil consiga evitar a aplicação de novas tarifas comerciais pelos Estados Unidos. A avaliação ocorre em meio ao avanço de investigações conduzidas pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR).

Entre as medidas está uma tarifa de 12,5%, relacionada a uma investigação sobre falhas no combate ao trabalho forçado. Segundo o governo, a cobrança é vista como praticamente certa e atingiria o Brasil e outros 59 países.

Também está em análise uma possível tarifa de 25% com base na chamada Seção 301 da legislação comercial norte-americana. A avaliação no Palácio do Planalto é que a Casa Branca dificilmente rejeitará a recomendação do USTR, evitando abrir precedentes que possam comprometer outras negociações comerciais conduzidas pelos Estados Unidos.

O presidente Donald Trump tende a manter a pressão tarifária caso não obtenha contrapartidas que possam ser apresentadas como ganhos ao eleitorado norte-americano.

As discussões seguem em grupos técnicos dos dois países. Apesar disso, o Brasil tem sinalizado que não pretende fazer concessões em temas citados pela investigação, entre eles o Pix. O prazo para apresentação dos argumentos se encerra em 15 de julho.

Diante do cenário, a estratégia do governo passou a concentrar esforços na tentativa de obter exceções para produtos considerados relevantes na pauta exportadora brasileira, como máquinas, equipamentos e pescados. A avaliação é que parte significativa das exportações para o mercado norte-americano não deverá ser afetada pelas novas tarifas.

DIÁRIO DO PODER

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