Sede do BRB. (Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília).
PEDRO TAQUARI
O Banco de Brasília (BRB) adotará medidas judiciais duras para buscar o ressarcimento e a punição de ex-administradores envolvidos nas irregularidades do chamado “caso Banco Master”.
A confirmação foi feita pelo atual presidente da instituição estatal, Nelson Antônio de Souza, durante audiência pública realizada na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado Federal.
O foco central da nova gestão é a blindagem do patrimônio público e a responsabilização civil de quem causou prejuízos à estrutura financeira.
Durante o depoimento aos senadores, o chefe do executivo do BRB assegurou que o banco ingressará com ações de irresponsabilidade civil contra todos os ex-gestores que participaram ou facilitaram as operações fraudulentas.
O atual comando enfatizou que nenhum dos investigados ou citados nos relatórios de auditoria integra a presente administração da estatal, de modo que a instituição agora colabora ativamente com os órgãos de controle para corrigir as severas vulnerabilidades herdadas de gestões anteriores.
A ofensiva jurídica fundamenta-se nos resultados de uma auditoria independente conduzida pela consultoria Kroll e pelo escritório de advocacia Machado Meyer.
O relatório final detalhou a participação de cerca de 30 gestores na aquisição de carteiras de crédito consignado consideradas fraudulentas, vinculadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
No total, a ingerência e as operações ruinosas provocaram perdas estimadas em R$8,8 bilhões para o banco mantido pelo governo do Distrito Federal.
Como desdobramento das auditorias e corregedorias internas, o BRB instaurou mais de 20 processos administrativos para apurar a conduta de funcionários de carreira, encaminhando também os casos dos dirigentes de alto escalão para a Corregedoria-Geral do Distrito Federal.

