Transparência cobra explicações sobre uso de jatinhos

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Ministro Alexandre de Moraes. (Foto: Rosinei Coutinho/STF)
PEDRO TAQUARI

A organização Transparência Internacional – Brasil cobrou explicações públicas de ministros do Supremo Tribunal Federal após a divulgação de registros de uso de aeronaves privadas por integrantes da Corte.

O questionamento envolve diretamente os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes.

Segundo levantamento com base em dados de órgãos de controle aéreo e informações publicadas pela imprensa, Toffoli utilizou ao menos dez vezes, ao longo de 2025, estruturas de aviação executiva em Brasília, incluindo voos realizados em aeronaves privadas vinculadas a empresários.

Parte desses voos ocorreu em jatos ligados a empresas que tiveram participação do empresário Daniel Vorcaro.

Os registros indicam ainda que o ministro embarcou em aeronaves particulares em diferentes ocasiões, com itinerários que coincidiriam com compromissos de natureza pessoal.

No caso de Moraes, dados apontam a realização de pelo menos oito voos em jatos executivos associados ao mesmo grupo empresarial.

Em algumas dessas viagens, o magistrado teria sido acompanhado por familiares e um número reduzido de passageiros.

O ministro, por sua vez, negou o uso dessas aeronaves.

A ONG afirmou que busca esclarecimentos sobre a origem dos recursos utilizados para esse tipo de deslocamento, destacando que os ministros são agentes públicos de carreira.

Em manifestação pública, a entidade questionou como tais viagens teriam sido custeadas e cobrou respostas das autoridades competentes.

O caso se insere em um contexto mais amplo de apurações envolvendo o Banco Master, instituição ligada ao empresário citado e que já foi alvo de investigações e controvérsias recentes.

Até o momento, não há indicação de abertura formal de investigação por parte da Procuradoria-Geral da República sobre os fatos mencionados.

A cobrança por esclarecimentos, no entanto, reforça a pressão por maior transparência no relacionamento entre autoridades públicas e agentes do setor privado.

DIÁRIO DO PODER

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