Nasa anuncia plano de US$ 20 bilhões para voltar à Lua até 2028

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Nesta terça-feira (24), a Nasa anunciou um plano ambicioso de 20 bilhões de dólares (R$ 105,42 bilhões) para acelerar o retorno à Lua até 2028, realizar pousos tripulados no satélite natural da Terra a cada seis meses e construir uma base permanente nos próximos sete anos.

O diretor da Nasa, Jared Isaacman, delineou uma estratégia de implantação lunar em fases, a mais ambiciosa da história desde o programa Apollo (1961-1972), que contará com contribuições de empresas privadas como SpaceX e Blue Origin, além de outras agências espaciais internacionais.

Carlos García Galán, chefe do programa da Base Lunar, afirmou que a nova estratégia se concentrará em estabelecer uma presença permanente dos EUA na superfície lunar e que, na terceira fase do projeto, a base terá três habitats e obterá recursos da própria Lua.

O objetivo mais imediato é que os Estados Unidos retornem à Lua em 2028 e, uma vez concluídos os objetivos do programa Artemis V, a agência espacial americana poderá realizar pousos tripulados na Lua a cada seis meses.

O programa, detalhado nesta terça-feira em entrevista coletiva em Washington, prevê o envio dos primeiros astronautas à superfície lunar em mais de meio século e a implantação dos elementos iniciais de uma presença permanente antes de 2030.

A meta de 2028 faz parte de uma revisão do programa Artemis que visa aumentar a frequência de missões tripuladas.

Antes disso, a Nasa está se preparando para o lançamento da Artemis II, a primeira missão tripulada do programa, que enviará quatro astronautas em uma trajetória ao redor da Lua.

A decolagem, que acontecerá na Flórida, está prevista para abril, após o recente retorno do foguete SLS à plataforma de lançamento.

A agência espacial americana confirmou que o desenvolvimento da estação orbital lunar Gateway será “pausado”, priorizando a infraestrutura de superfície e os sistemas de transporte, embora sem descartar a possibilidade de retomar o projeto posteriormente.

– Não deve surpreender ninguém que estejamos suspendendo as operações da Gateway em seu formato atual para nos concentrarmos na infraestrutura que dá suporte às operações contínuas na superfície lunar – afirmou Isaacman.

*Com informações da Agência EFE

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