Motta e Lula chegam a ‘acordo dos desesperados por votos’ pelo fim da escala 6×1

Destaque

Deputado Hugo Motta (Rep-PB), presidente da Câmara – Foto: Marina Ramos/Agência Câmar

REDAÇÃO

Lula (PT) e Hugo Motta (Rep-PB), desesperados para melhorar posição nas pesquisas, combinaram nesta segunda-feira (25) o “acordo possível”, espécie de “acordo dos desesperados” por votos ou para melhorar nas pesquisas eleitorais, para aprovar o fim da escala 6×1, ignorando completamente os reflexos da medida no emprego e para os trabalhadores. Candidato à reeleição, Motta busca viabilizar o apoio de Lula à campanha para o Senado do seu pai, Nabo Wanderley, daí sua subserviência ao Palácio do Planalto, enquanto o petista tenta superar a barreira da reprovação maior que a aprovação do seu governo.

A medida vem sendo considerada irresponsável por especialistas como o professor José Pastore, advertindo graves consequências para as classes trabalhadoras, e as previsões de redução dos postos de trabalho ao menos em 10% e o repasse dos custos das empresas para os consumidores, ou sejam, os trabalhadores de uma maneira geral.

Motta disse que a proposta de fim da escala 6×1 (seis dias de trabalho para um de folga) deve prever a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais, sem corte de salários, e um período de transição de um ano. Segundo ele, o texto também deve estabelecer uma implementação escalonada em termos de horas trabalhadas, com redução inicial de duas horas após 60 dias da promulgação da PEC e mais duas horas ao fim de 12 meses. “Começamos essa discussão com questões que são inegociáveis e chegamos ao final desse trabalho com esses pilares bastante consolidados e mantidos”, disse.

DIÁRIO DO PODER

 

 

Deixe uma resposta