
A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) tornou pública uma grave desavença familiar e política com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. Em dois vídeos publicados nas redes sociais, Michelle relatou ter sido “maltratada” e “humilhada” pelo enteado durante uma conversa telefônica.
“Telefonei para ele, tentei algumas vezes, mas ele não atendeu. Algumas horas depois, ele retornou. Mas, sinceramente, para falar o que ele me falou, seria melhor se ele não tivesse ligado”, desabafou Michelle. “Ele foi muito ríspido, me desrespeitou e me maltratou no telefone. E eu não tinha feito nada contra ele.”
Ainda segundo a ex-primeira-dama, Flávio disse que ela deveria “ficar fora das decisões do partido”, alegando que Michelle “havia chegado ontem e não entendia nada de política”. Diante da crítica, ela afirmou ter se recolhido: “Entendi que ele não queria o meu apoio ou que este era insignificante. Fiquei na minha e assim permaneço”.
Durante todo o depoimento, Michelle se refere ao senador apenas como “Flávio”, “meu enteado” ou “pré-candidato”, evitando o sobrenome Bolsonaro.
Flávio tentou minimizar crise
Horas após a divulgação dos vídeos, Flávio Bolsonaro transmitiu uma live nas redes sociais momentos antes do jogo do Brasil contra a Escócia, pela Copa do Mundo de 2026. Vestindo uma máscara do atacante Neymar e ao lado da esposa, ele minimizou o episódio.
“Hoje é dia de jogo, nada nem ninguém me aborrece. Vamos tratar de coisa boa, vamos tratar de futebol”, declarou. Flávio também informou que visitou o pai, Jair Bolsonaro, em prisão domiciliar na manhã desta quarta-feira (24) e disse que o ex-presidente “está forte”, “antenado” e o teria incumbido da missão presidencial.

