Deputado ligado ao setor eólico tenta barrar leilão que contratou termelétricas

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Deputado Danilo Forte (União-CE) – Foto: Diário do Poder.
REDAÇÃO

Conhecido por defender o setor eólico e de baterias, o deputado Danilo Forte (PP-CE) tem tentado inviabilizar o Leilão de Reserva de Capacidade (LRCap) 2026, que contratou majoritariamente usinas termelétricas a gás natural. O parlamentar questiona a lisura da concorrência e chegou a sugerir, nesta quarta-feira (8), a suspensão do leilão pelo Tribunal de Contas da União (TCU). O governo, por outro lado, afirma que o processo ocorreu de forma regular e transparente.

Alvo de grande expectativa no setor energético, o Leilão de Reserva de Capacidade foi realizado em março passado e é considerado o principal mecanismo para garantir o fornecimento de energia elétrica no país em situações de pico ou estiagem prolongada. O governo contratou 19,5 GW de potência, consolidando este leilão como o maior da história do País. A maior parte dos contratos ficou com térmicas a gás, resultado que gerou insatisfação entre agentes ligados às fontes renováveis.

A recomendação de suspensão feita por Forte consta no relatório da audiência pública convocada pelo próprio parlamentar para discutir o LRCap na Câmara dos Deputados. No documento, o parlamentar aponta supostas irregularidades do leilão, entre elas o aumento dos preços-teto e a baixa concorrência.

Durante a audiência, o deputado chegou a fazer críticas diretas ao modelo do certame e afirmou que fontes renováveis teriam sido excluídas da disputa. “Quem foi responsável pela não participação das energias limpas e renováveis dentro do leilão? Quem impediu o acesso à implantação do sistema moderno que o mundo está atendendo, das baterias, para colocar de novo o Brasil na sua vocação natural da transição energética”, disse.

Já o governo tem defendido a importância e lisura do Leilão de Reserva de Capacidade. “Todo o processo do leilão passou por consultas públicas e ouviu a sociedade em relação ao seu formato e desenho”, afirmou na audiência o representante do Ministério de Minas e Energia (MME), André Grobério Lopes Perim.

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