
Nesta terça-feira (23), o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) prestou depoimento à Polícia Civil do Distrito Federal sobre a arma apreendida em nome dele e afirmou que pediu ajuda a um militar de sua equipe após perceber que a pistola apresentava defeito. A informação foi divulgada por seu advogado, Paulo Cunha Bueno.
Segundo a defesa, a oitiva ocorreu na residência de Bolsonaro, onde ele cumpre prisão domiciliar, e durou cerca de cinco minutos. Os advogados disseram que o ex-presidente apenas reiterou os esclarecimentos já encaminhados ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em publicação nas redes sociais, Cunha Bueno afirmou que Bolsonaro esclareceu os fatos relacionados ao caso e explicou que a arma foi entregue a um integrante de sua segurança para verificar o problema identificado durante o manuseio.
– Esclareceu todas as questões à guisa da resposta apresentada por escrito ao ministro Alexandre de Moraes, dias atrás – declarou o advogado.
Ainda segundo a defesa, Bolsonaro percebeu que a arma não funcionava corretamente e a entregou a um integrante de sua equipe para avaliação.
– Em momento algum houve intuito de descumprir qualquer determinação legal, sendo certo que se trata de episódio criminalmente acromático – argumentou Cunha Bueno.
O advogado também sustentou que a posse da arma era regular e que o armamento continuava registrado em nome do ex-presidente.
– A arma era de sua propriedade, estava devidamente registrada e, tendo em vista que não houve determinação de cancelamento de seu registro e entrega da arma, a mesma deveria, de fato, estar em seu endereço residencial, onde hodiernamente se encontra custodiado – afirmou.
A investigação foi aberta após a apreensão de uma pistola Glock calibre 9 milímetros registrada em nome de Bolsonaro. A arma estava em um veículo conduzido pelo militar Estácio Leite da Silva Filho, integrante da equipe de segurança do ex-presidente.
Segundo a polícia, o armamento foi recolhido durante uma blitz por não estar acompanhado do Certificado de Registro de Arma de Fogo (CRAF), documento exigido para o transporte. Em depoimento, o militar afirmou que levava a pistola para manutenção e que ela seria devolvida posteriormente a Bolsonaro.
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