Itamaraty desmente Lula sobre visto negado a assessor de Trump: motivação foi eleitoral

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Darren Battie, assessor de Donald Trump. (Foto: Reprodução/Departamento de Estado dos EUA).

CIÁUDIO HUMBERTO

Hoje é dia de Mauro Vieira (Relações Exteriores) tomar mais uma bronca humilhante, como a que se viu em vídeo no último G7, após sua resposta à Câmara sobre a revogação do visto de Darren Beattie, conselheiro de Donald Trump para assuntos relativos ao Brasil. E demorou: a Câmara pediu explicações em abril. Vieira desmente Lula (PT), diz que o veto nada teve de suposta “reciprocidade” e a motivação foi eleitoral. É que o americano pretendia visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro, “inaceitável” em ano de eleições.

Influência eleitoral

Vieira disse que o governo ficou “surpreso” com a desejada visita a Bolsonaro. Havia claro temor de sujar ainda mais o cartaz do regime.

Lula mentiu

Nas 11 páginas do ofício não há referência a suposta “reciprocidade” pelos vistos cancelados do ministro da Saúde e familiares.

Medo da urna

A ordem de Lula foi anunciada como retaliação aos vistos cancelados de Alexandre Padilha & Cia pelo secretário de Estado Marco Rubio.

Meteu o caô

Bravateiro contumaz, Lula assumiu ter mandado revogar o visto. Ele viu no “embate” com Trump um jeito de sair das cordas da impopularidade.

Ministro vê ‘superávit’ na gastança recorde de Lula

O ministro Bruno Moretti (Planejamento) é outro integrante da equipe econômica do governo Lula que parece viver no mundo da fantasia e por essa razão virou piada entre economistas e especialistas. Ao contrário de toda essa turma, que recomenda um brutal corte de gastos para evitar o colapso das contas públicas, ele acredita em duendes: acha que apesar de toda gastança irresponsável, que produziu rombo de R$140 bilhões em 12 meses, acha que haverá superávit primário em 2027.

São uns gozadores

O impressionante rombo fiscal produzido pelo governo Lula torna risível a pregação contra projetos no Senado que seriam “pautas-bomba”.

Demonizando pauta

A“pauta-bomba” da vez seria a aposentadoria para agentes de saúde, que, segundo o Planalto, representaria despesa anual de R$2 bilhões.

Pai das bombas

O problema não é o gasto, equivalente a duas gotas no oceano de R$140 bilhões de rombo, mas o fato de não ter sido proposto por Lula.

Foram 10 dias entre a coluna antecipar a desconfiança dos governistas na apática Teresa Leitão (PE) até Lula enxotar a senadora do posto de líder do PT no Senado. Quem assume é Camilo Santana (CE).

Ilustre desconhecida

Esta coluna também desfez mentiras revelando que a escolhida para ser líder do governo, mesmo senadora de um Estado onde Lula é bem votado, ele nunca a recebeu para audiência privada. Mal a conhece.

Alô, mortadelas

Está uma correria para definir o local da convenção que oficializará a candidatura de Haddad (PT) ao governo de São Paulo. Seria em Ribeirão Preto, mas mudou para Campinas. Temem fracasso de público.

Histórico de embromação

Em três décadas, ao menos 57 propostas (47 na Câmara e 10 no Senado) para reduzir maioridade penal foram sabotadas por obstruções e arquivamentos pelos respectivos presidentes das casas legislativas.

Frase do dia

“Uma clara tentativa de criar cortina de fumaça”

Flávio Bolsonaro (PL), sobre operação da PF, que nada encontrou, na casa do pai

Mentir é fei

Após endossar a mentira sobre o suposto risco de os Estados Unidos fazerem “uso da força militar” em solo brasileiro, Mauro Vieira foi novamente convocado para depor na comissão de Relações Exteriores. Assessores acham que o chanceler sofre bullying de Lula e na Câmara.

Interesse nada socialista

Decisão judicial proíbe o governo de renovar a concessão do “Pontão do Lago Sul”, área de lazer muito querida pelas famílias de Brasília. Os autores da ação, políticos do PSB-DF, não são citados nem na notícia do site do TJ. Empresários interessados no belo contrato festejaram. Hum…

Chama Otto

Foi um banho de água fria na turma governista a ausência de Otto Alencar (PSD-BA) em Brasília. O palácio contava com o presidente da CCJ do Senado para pressionar pelo avanço do fim da escala 6×1.

DIÁRIO DO PODER
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