Presidente Donald Trump ao lado do presidente Lula, na Malásia. (Foto: Arquivo/Ricardo Stuckert/PR).
PEDRO TAQUARI
O Palácio do Planalto e o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) agem nos bastidores para readequar o tom dos discursos e das estratégias do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a cúpula do G7, que ocorre entre 15 e 17 de junho de 2026, em Évian, na França.
A principal preocupação da gestão petista é blindar o mandatário brasileiro de um eventual embate direto ou de constrangimentos públicos perante o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A mudança de postura ocorre após a Casa Branca oficializar a imposição de um novo “tarifaço” sobre produtos brasileiros, estabelecendo sobretaxas que podem chegar a 37,5%, além de uma taxa padrão de 10%.
O Palácio do Planalto e o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty) agem nos bastidores para readequar o tom dos discursos e das estratégias do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a cúpula do G7, que ocorre entre 15 e 17 de junho de 2026, em Évian, na França.
A principal preocupação da gestão petista é blindar o mandatário brasileiro de um eventual embate direto ou de constrangimentos públicos perante o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A mudança de postura ocorre após a Casa Branca oficializar a imposição de um novo “tarifaço” sobre produtos brasileiros, estabelecendo sobretaxas que podem chegar a 37,5%, além de uma taxa padrão de 10%.
O temor do governo brasileiro reside na reconhecida imprevisibilidade do líder republicano. Integrantes da oposição no Congresso Nacional apontam que o Planalto tenta evitar que Lula seja alvo de críticas públicas diretas de Donald Trump em solo internacional, especialmente em temas sensíveis como a condução das liberdades institucionais, denúncias de perseguição a opositores políticos e o cenário de segurança jurídica no Brasil.
Até o momento, não há nenhuma reunião bilateral formalmente confirmada entre Lula e Trump na agenda oficial do G7.
O Palácio do Planalto condiciona a realização de um encontro de alto nível ao avanço prévio de negociações técnicas e videoconferências entre equipes ministeriais dos dois países, que tentam destravar as discussões sobre o comércio de biocombustíveis, aço e manufaturados.

