
O deputado federal Zé Trovão (PL-SC) fez um alerta nesta quarta-feira (18), durante pronunciamento no plenário da Câmara dos Deputados, sobre o risco de uma paralisação nacional de caminhoneiros já a partir desta quinta-feira (19).
Na fala, o parlamentar pediu que os presidentes da Câmara, Hugo Motta, e do Senado, Davi Alcolumbre, se reúnam com urgência para discutir soluções para a crise no setor de transporte rodoviário.
Zé Trovão destacou que a principal insatisfação da categoria está na falta de efetividade de leis já existentes e no aumento de exigências burocráticas. Entre os pontos levantados, o deputado cobrou maior rigor na fiscalização do piso mínimo do frete e criticou normas que, segundo ele, ampliam os custos para caminhoneiros autônomos.
Um dos principais alvos foi a obrigatoriedade de contratação de seguros de carga por transportadores autônomos com CNPJ, medida regulamentada pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Para o parlamentar, a exigência seria redundante, já que a carga costuma ser segurada pela empresa contratante.
Ele também citou problemas relacionados ao pagamento do vale-pedágio e das diárias de espera em pontos de carga e descarga, que, segundo o deputado, nem sempre são cumpridos pelas empresas.
Além das questões regulatórias, o deputado associou a crise do setor ao custo do diesel. Segundo ele, a dependência do mercado internacional pressiona os preços e impacta diretamente a atividade dos caminhoneiros.
Como alternativa, Zé Trovão defendeu o fortalecimento da capacidade de refino nacional, mencionando a importância da Refinaria de Abreu e Lima para reduzir a influência do dólar sobre o preço dos combustíveis.
O parlamentar afirmou estar disposto a atuar como mediador entre representantes da categoria e o Congresso Nacional. A proposta é construir um diagnóstico técnico das demandas e avançar em medidas que garantam segurança jurídica aos transportadores.
Segundo Zé Trovão, a adoção de soluções rápidas pode evitar impactos no abastecimento do país. “Sem uma resposta imediata, há risco real de paralisação e prejuízos à economia”, indicou.
A possível mobilização reacende o alerta para os efeitos de uma greve no setor rodoviário, responsável por grande parte da logística de transporte de cargas no Brasil.
DIÁRIO DO PODER

