
Conversas obtidas do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, mencionam uma ordem de pagamento de R$ 20 milhões para um resort no qual o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, possui participação societária.
As conversas também citam nominalmente a ex-esposa do ministro, Roberta Rangel.
Segundo relatório encaminhado pela Polícia Federal (PF) à Presidência do STF nesta semana, Vorcaro menciona o nome de Roberta Rangel em diálogos com diferentes interlocutores.
Com base nas mensagens analisadas, os investigadores apontam indícios de que a advogada teria atuado juridicamente para o Banco Master em período em que ainda era casada com Toffoli, o casal se separou no ano passado. As informações são do Estadão.
De acordo com a PF, esta fase da apuração não envolveu o aprofundamento das informações encontradas nos aparelhos analisados. Assim, até o momento, não foi identificado se houve contrato formal firmado diretamente entre Roberta Rangel e o Banco Master.
O relatório foi compartilhado com todos os ministros da Corte e encaminhado ao procurador-geral da República, Paulo Gonet. A PF apontou como fundamento jurídico a possível existência de indícios de crimes relacionados aos fatos descritos nas conversas.
Ao jornal, Dias Toffoli afirmou, em nota, que “não é administrador nem gestor da Maridt” e que “sempre se declarou impedido de julgar causas” em que sua ex-esposa atuava como advogada.
Em manifestações anteriores, o ministro classificou as informações constantes no relatório policial como “ilações”, negou manter relação de amizade com Daniel Vorcaro e afirmou não ter recebido pagamentos do banqueiro, embora tenha confirmado ser sócio da empresa mencionada.
DIÁRIO DO PODER

