Vereador é preso em operação contra o Comando Vermelho no Rio

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Vereador Marcos Henrique Matos de Aquino e seu irmão Luiz Paulo, investigado por elo com facção na Baixada Fluminense. (Foto: Reprodução/Redes sociais)
DAVI SOARES

O vereador Marcos Henrique Matos de Aquino (Republicanos), foi preso em flagrante nesta sexta-feira (14), em São João do Meriti, na nova fase da Operação Contenção contra o avanço da facção criminosa Comando Vermelho no Estado do Rio de Janeiro.

Aquino não era alvo da operação, mas foi preso ao ser flagrado com uma arma registrada em nome de outra pessoa e medicamentos medicação de uso controlado. E seu irmão, Luiz Paulo Matos de Aquino, foi um dos alvos das medidas cautelares contra investigados por suspeita de integrar o núcleo da organização criminosa que faturou R$ 30 milhões em 11 meses, na região da Baixada Fluminense.

O cerco ao narcotráfico foi determinado pela Justiça do Rio, que expediu 16 mandados de prisão temporária e 33 ordens de busca e apreensão. O saldo da operação foi de oito pessoas presas, sendo quatro alvos dos mandados e outros quatro em flagrante, além de duas pistolas e carga de drogas apreendidas.

A nova fase da operação que resultou em 121 mortos no Complexo do Alemão, em outubro, é resultado de 11 meses de investigação da Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Capital (DRE-CAP), sobre a expansão da facção criminosa Comando Vermelho, nas localidades da Bacia do Éden, Castelinho e regiões próximas, em São João de Meriti. E contou com apoio de unidades como a Coordenadoria de Recursos Especiais (Core) e do Batalhão de Operação Policiais Especiais (Bope).

“Além do cumprimento das medidas cautelares, a ação busca conter o avanço territorial da organização criminosa, prender integrantes já identificados, arrecadar novas provas, identificar patrimônios ilícitos para posterior bloqueio judicial, bem como apreender drogas, armamentos e remover barricadas e obstáculos que restringem o direito de ir e vir da população local”, detalhou a Polícia Civil do Rio de Janeiro.

Ao G1, a defesa do vereador Marcos atribuiu a operação a uma suposta perseguição política. E alegou que haveria tentativa de desestabilizar a imagem de Luiz Paulo perante a sociedade civil.

DIÁRIO DO PODER

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