
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) confirmou que pretende viajar a Washington, na primeira semana de março, para se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A informação foi divulgada em entrevista ao UOL nesta quinta-feira (5).
A iniciativa ocorre após a adoção, por Trump, de uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros — medida que evidenciou a capacidade de pressão da Casa Branca e a limitação da política externa brasileira diante de decisões estratégicas norte-americanas. Posteriormente, os Estados Unidos reduziram parte da sobretaxa para 40% em alguns produtos agrícolas, como café, carne bovina, frutas e petróleo, mantendo forte controle sobre o acesso do Brasil ao mercado americano.
Lula afirmou que pretende tratar os temas “olho no olho” com Trump e defendeu o diálogo direto entre chefes de Estado. O presidente brasileiro também declarou que não aceita discutir soberania nacional, posicionamento que contrasta com o impacto concreto das tarifas impostas pelos EUA sobre setores estratégicos da economia brasileira.
Desde a imposição das medidas comerciais, Lula e Trump conversaram por telefone e trocaram declarações públicas amistosas. Ainda assim, a necessidade da viagem é interpretada como um movimento reativo do governo petista, que busca reduzir danos após decisões unilaterais do presidente americano, conhecidas por priorizar os interesses econômicos dos Estados Unidos.
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