Tarcísio investe R$1,38 bilhão e anuncia mais vacinas contra dengue

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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) | Foto: Celio Messias / Governo de São Paulo
JUAN ARAÚJO

Durante a solenidade de aniversário de 125 anos do Instituto Butantan, o governador Tarcísio de Freitas formalizou a cessão de uma área de 46 mil metros quadrados no bairro do Jaguaré, zona oeste da capital paulista. O espaço será utilizado para a implementação de um centro avançado de desenvolvimento e inovação em saúde.

Além do terreno, o governo estadual confirmou o aporte de R$1,38 bilhão para a modernização e ampliação do parque fabril, com foco especial na produção de imunizantes contra doenças como a dengue.

De acordo com a administração estadual, a localização estratégica da nova área, situada próxima à sede atual do instituto e à USP, deve impulsionar parcerias industriais e acadêmicas. O secretário da Saúde, Eleuses Paiva, destacou que a infraestrutura posicionará o estado como um expoente nacional em biotecnologia aplicada. Na mesma linha, o diretor Esper Kallás reforçou que o projeto garante o fornecimento de biológicos essenciais ao Sistema Único de Saúde (SUS).

No evento, foi anunciada a antecipação de 1,3 milhão de unidades da vacina Butantan-DV ainda para o primeiro semestre de 2026, elevando o total disponibilizado ao Ministério da Saúde para 2,6 milhões de doses. O imunizante, voltado ao público entre 12 e 59 anos, possui aprovação da Anvisa e demonstrou, em testes clínicos, 74,7% de eficácia geral e proteção total (100%) contra casos de hospitalização por dengue.

Dos recursos bilionários anunciados, a maior parcela (R$ 1,08 bilhão) será aplicada na construção do Centro de Processamento Final de Imunobiológicos (CPFI). A unidade de 15.250 metros quadrados cuidará da etapa de envase e formulação, com capacidade anual estimada em 600 milhões de doses líquidas, além de milhões de frascos liofilizados e seringas já prontas para uso.

Complementando a expansão, um novo prédio para a Produção de Bancos de Influenza (PBI) será erguido seguindo normas internacionais da OMS. A estrutura contará com três linhas produtivas, sendo duas operadas em ovos embrionados e uma de tecnologia híbrida, capaz de processar bancos de cepas tanto em meio tradicional quanto em cultivo celular.

DIÁRIO DO PODER

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