
O ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, chegou a Brasília na tarde deste sábado (27), após ter sua fuga frustrada e ser entregue pela Polícia do Paraguai à Polícia Federal, na noite desta sexta-feira (26), em Foz do Iguaçu. O aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ficará preso no Complexo Penitenciário da Papuda, no setor conhecido como Papudinha.
Silvinei Vasques foi condenado a 24 anos e seis meses de prisão pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), por crimes na “trama golpista”. E foi preso no feriado natalino, ao tentar embarcar para El Salvador com passaporte falso, após o descarregamento de sua tornozeleira eletrônica. O condenado fez uma viagem de carro, de sua casa em Santa Catarina, até cruzar a fronteira do Brasil com o Paraguai e seguir para o Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, onde foi preso, em Assunção.
A tentativa de fugir ocorreu antes mesmo do julgamento de eventuais recursos ainda cabíveis contra sua condenação. Por isso, a prisão preventiva do ex-chefão da PRF foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso no STF, nesta sexta.
A transferência entre o Paraguai e o Brasil ocorreu por volta das 20h de ontem, quando Silvinei Vasques foi levado pela polícia paraguaia para a PF, na Ponte da Amizade, na fronteira com o Brasil, entre Foz do Iguaçu, no Paraná, e Ciudad del Leste. E seu voo para Brasília partiu do estado paranaense por volta das 9h30 e aterrissou na capital federal às 13h.
Na tentativa de fuga, Silvinei apresentou um passaporte e um documento de identidade de um cidadão paraguaio de 44 anos, Julio Eduardo, que teve documentos extraviados.
Silvinei Vasques foi condenado pela acusação de usar seu cargo para organizar blitzes em regiões conhecidas por ter ampla votação para o presidente Lula (PT), nas eleições de 2022, quando o petista venceu Jair Bolsonaro (PL), no segundo turno.
DIÁRIO DO PODER

