Presidente da Amprev pede exoneração após operação da PF

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O diretor-presidente da Amprev (Amapá Previdência), Jocildo Lemos | Foto: Wedson Castro / Amprev
LUCAS SOARES

O diretor-presidente da Amapá Previdência (Amprev), Jocildo Lemos, pediu exoneração do cargo nesta quarta-feira (11), menos de uma semana após a instituição ser alvo de operação da Polícia Federal (PF) relacionada ao Banco Master.

Em comunicado, Lemos afirmou que a decisão foi tomada em respeito à instituição, aos segurados e à “verdade dos fatos”. Segundo ele, a saída tem como objetivo garantir independência às investigações e permitir a identificação dos “verdadeiros culpados”.

“Faço isso para que a Justiça atue com total independência e para que fique plenamente comprovado que todos os procedimentos adotados sob minha gestão observaram rigorosamente a legalidade”, declarou.

O ex-presidente disse ainda ter “plena confiança” no trabalho da Justiça.

A Amprev investiu R$ 400 milhões em Letras Financeiras (LFs) emitidas pelo Banco Master, instituição investigada por suspeita de fraudes financeiras bilionárias, gestão fraudulenta e irregularidades contábeis que teriam inflado artificialmente seu balanço.

Na última sexta-feira (6), a PF cumpriu mandados de busca e apreensão em Macapá (AP) no âmbito de investigação sobre a gestão de recursos do RPPS (Regime Próprio de Previdência Social) do Estado. Lemos e outros dois integrantes do comitê de investimentos da Amprev foram alvos da operação.

De acordo com a investigação, os três teriam votado favoravelmente à aplicação dos recursos nas Letras Financeiras do banco. Esses títulos são instrumentos de captação usados por instituições financeiras, por meio dos quais investidores emprestam recursos ao banco emissor.

DIÁRIO DO PODER

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