
A presidente do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB-Bahia, Emília Roters Ribeiro, admitiu uma terceira representação contra os advogados Eugenio Kruschewsky e Ana Patrícia Leão Dantas.
Na ação, Kruschewsky e Ana Patrícia são acusados de fraude processual pela manipulação de datas numa foto apresentada em processo na Justiça.
O vice presidente da OAB-BA, Hermes Hilarião, opinou pelo arquivamento de outras duas representações contra a dupla.
Porém, a decisão do vice, monocrática, está sujeita a recurso à seccional da Ordem, composta por mais de cem advogados e à OAB federal. Até lá a denúncia continuará sob investigação da entidade, já que não houve decisão final.
Outro lado
Os advogados Eugênio Krushewsky e Ana Patrícia Dantas Leão enviaram a nota abaixo, afirmando que o processo contra eles na OAB da Bahia “chega ao fim” com a decisão do vice presidente da OAB baiana sobre representação em relação a eles. Não é fato. Eles também não comentam a aceitação pela OAB de uma terceira representação contra os dois nesta última quinta feira, pelo Tribunal de Ética e Disciplina da OAB. A decisão do vice-presidente cabe recurso à seccional da OAB baiana e também à OAB federal. Os advogados de Lucas Abud informam que já tomaram as medidas cabíveis para reverter a decisão no âmbito da Ordem. Assim, não é definitiva como os advogados alegam. Por compromisso de sempre registrar a opinião de todas as partes, segue a nota dos advogados citados:
“OAB-BA arquiva representações e reconhece inexistência de infração ética em atuação de advogados
O vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Bahia (OAB-BA), Hermes Hilarião, acolhendo parecer do relator da representação e membro do Tribunal de Ética e Disciplina da OAB, Carlos Eduardo Monteiro, homologou a decisão de arquivamento dos processos ético-disciplinares movidos contra os advogados Ana Patrícia Dantas Leão, Eugênio Kruschewsky e Michelle Allan, diante da constatação inequívoca da inexistência de qualquer ato antiético ou de fraude processual no exercício da advocacia. As representações, assinadas pelo advogado e ex-ministro da Justiça José Eduardo Cardozo e pelo também advogado Gamil Foppel, tiveram início após o acúmulo de vitórias processuais obtidas pelos advogados Ana Patrícia, Eugênio e Michelle em processos de família movidos contra os interesses de Lucas Queiroz Abud, cliente dos advogados subscritores da representação.
Lucas Queiroz Abud, assistido por seus advogados, alegou que os advogados de sua ex-esposa teriam praticado quebra de sigilo profissional, além de fraude processual, para assegurar vitórias nos processos judiciais. Entretanto, o vice-presidente da Ordem homologou a decisão do relator Carlos Eduardo Monteiro, que concluiu não haver qualquer elemento que configure infração ética por parte dos advogados representados, restando claro que a representação perante a OAB teve a inegável tentativa de rediscutir, na esfera administrativa, o resultado de processo judicial, além do objetivo de cercear o legítimo exercício da advocacia e atacar a honra profissional dos advogados representados.
O relator da representação registrou a retidão dos advogados Ana Patrícia Dantas Leão, Eugênio Kruschewsky e Michelle Allan na condução dos processos, afastando qualquer possibilidade de a OAB ser utilizada como instrumento de interferência em resultados de julgamentos judiciais.
Com a decisão homologatória do vice-presidente Hermes Hilarião, chega ao fim um capítulo de uma série de ataques sofridos pelos advogados Ana Patrícia, Eugênio Kruschewsky e Michelle Allan, iniciada desde que passaram a obter êxito em processo no qual se discute suposta sonegação patrimonial de vultosa monta por ocasião de divórcio homologado na Justiça baiana.”
DIÁRIO DO PODER

