Motta desafia Lula elogiando Derrite e vota Antifacção hoje

Destaque

Guilherme Derrite (E) ao lado de Hugo Motta (D) (Foto: Marina Ramos/Ag. Câmara)
CLÁUDIO HUMBERTO

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Rep-PB), ficou valente e decidiu desafiar o governo Lula (PT) pautando a votação do projeto de lei antifacção relatado pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP). O texto passou por vários recuos para definição da versão final, em razão da conhecida insegurança de Motta, pouco disposto a encarar “bolas divididas”. Mas caiu a ficha e ele percebeu que o problema de Lula e do PT é só político, uma tentativa de vetar relator que não é governista.

Relator ponta firme

Bom cabrito, Derrite não reclamou e assumiu as hesitações de Motta, que então resolveu retribuir elogiando sua escolha como relator.

Decisão ‘pessoal’

O presidente da Câmara assumiu então como “decisão pessoal” escolher o relator Derrite, que na verdade havia manifestado interesse na função.

‘Direito adquirido’

Especialista em segurança, Derrite relatou a extinção da ‘saidinha’ de presidiário, excrescência que continua valendo para quem já era detento.

Lula quer a forra

Lula não esquece que Derrite liderou a rejeição do seu veto ao fim da saidinha, em uma das derrotas mais constrangedoras do atual

governo.

Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) | Foto: Andressa Anholete / Agência Senado

PL ainda não definiu candidatos ao Senado no Rio

Dificilmente o PL de Jair Bolsonaro irá definir ainda este ano os candidatos do partido para disputar o Senado pelo Rio de Janeiro em 2026. Ao menos dois eventos travaram tudo: a megaoperação policial contra facções criminosas, que reposicionou o governador Cláudio Castro entre o eleitorado, e a decisão final de Flávio Bolsonaro sobre enfrentar ou não Lula na corrida pelo Planalto, no ano que vem. O PL tem o problema que todo mundo quer: excesso de nomes competitivos.

Tempo ao tempo

Por ora, o partido deve azeitar tudo até março de 2026. Tempo em que Flávio se resolve e o PL apura a consistência de Castro.

Dois por um

No Rio, há ainda a preocupação de uma chapa que esvazie o PSD no Estado, com traços lulistas e que deve lançar Eduardo Paes ao governo.

Meu pirão

Tem ainda Carlos Portinho, que herdou a cadeira em 2020 com a morte de Arolde de Oliveira, e já manifestou intenção de tentar a reeleição.

Flop30 virou mico

O chanceler alemão Friedrich Merz, que até se reuniu com Lula, não escondeu a insatisfação de passar pela COP-30, apelidada de “Flop-30”, “Todos ficaram contentes por termos retornado à Alemanha”.

Política sem eleição

Para Jaques Wagner (PT-SP), líder de Lula no Senado, não há acordo possível no projeto antifacção se os políticos usam isso “como elemento na disputa eleitoral”. Periga Lula achar que é o alvo da crítica.

Previsões

Candidato conservador do Chile, José Antonio Kast registra 95% de chances de se tornar presidente, segundo a Polymarket, mesmo após chegar atrás da comunista Jeannette Jara (por 2,7 pontos) no 1º turno.

Ultramilitantes

Ativistas de redação chamam de “ultraconservador” qualquer político que ouse enfrentar a esquerda nas urnas. Derrotá-la, como no Chile, onde candidatos de direita somaram 70% dos votos, aí vira ofensa pessoal.

Frase do dia

“Esperem de mim equilíbrio”

Ministro André Mendonça, crítico do ativismo judicial, sobre sua atuação no STF

Quase um santo

Marcel van Hatten (Novo-RS) ironizou o “altruísmo” de Abraão Lincoln Ferreira, presidente da CBPA. O pelegão movimentou R$200 milhões por meio da entidade, mas declarou à Receita ganhos de R$2,3 mil por mês.

Devagar, quase parando

Com tudo para não dar em nada, a governista CPI do Crime Organizado, sob presidência do petista Fabiano Contarato (ES), realiza hoje, duas semanas depois de instalada, sua primeira sessão com algum trabalho.

Noves fora, zero

Dos três documentos que a CPI do Crime recebeu em reposta aos ofícios enviados, um é de indicação de servidores para atuarem na comissão e outros dois pedem prorrogação de prazo para resposta.

É um desastre

Até para elogiar mulheres, Lula (PT) apela para a ofensa. Ao pontuar melhora na oratória de Margareth Menezes (Cultura), o petista deu mais uma das inumeráveis “gafes”. Disse que a ministra era “um desastre”.

Pensando bem…

…agir contra facção criminosa não deveria ser tão difícil.

DIÁRIO DO PODER – COLUNA POLÍTICA DO JORNALISTA CLÁUDIO HUMBERTO

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