
Dados de uma quebra de sigilo bancário indicam que Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, recebeu R$ 721,3 mil do pai, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em três transferências realizadas entre 2022 e 2023.
Na mesma data, Paulo Okamotto, então presidente da Fundação Perseu Abramo e diretor do Instituto Lula, transferiu R$ 152.488,39 para a conta do filho do presidente. O registro da operação aparece com a anotação “depósito cheque BB liquidado”. Não se sabe o motivo dos pagamentos.
Pouco depois de receber o dinheiro, em 25 de julho, Lulinha aplicou R$ 386 mil no fundo BB Renda Fixa Longo Prazo High, voltado para investimentos em títulos públicos e privados e com rendimento acima do CDI. Antes da transferência do presidente, a conta tinha R$ 12.031,92.
Outras duas transferências de Lula ocorreram em 27 de dezembro de 2023, nos valores de R$ 244,8 mil e R$ 92,4 mil. Naquele momento, o saldo da conta de Lulinha era de R$ 5.196,55. Depois dos depósitos feitos por Lula e Okamotto — que somaram cerca de R$ 489 mil —, Lulinha direcionou R$ 299,2 mil para investimentos em fundos do Banco do Brasil, entre eles o BB Renda Fixa Longo Prazo High e o BB Referenciado DI Plus Estilo.
Após essas aplicações, o banco registrou um débito de quase R$ 180 mil classificado como “taxa de custódia”, o que deixou a conta com saldo negativo em cerca de R$ 2 mil.
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As movimentações fazem parte de informações obtidas por meio da quebra de sigilo de uma das contas do empresário. Segundo os registros, Lulinha movimentou cerca de R$ 19,3 milhões nessa conta entre 2022 e 2025.
Aliados afirmaram à coluna de Igor Gadelha, do portal Metrópoles, que parte do dinheiro movimentado teria origem em herança. A defesa do filho do presidente diz que prestará esclarecimentos ao Supremo Tribunal Federal (STF).

