
O parlamentar esteve na sala-cofre do Senado, onde estão armazenados 400 GB de dados do dono do Banco Master. Segundo ele, trata-se apenas de mídias e conversas privadas que não agregam à pauta da investigação.
— Em tudo que eu vi até agora, não vi absolutamente nada que tenha qualquer relação com o objeto da investigação da CPI. Não vi nenhum documento que trate de crédito consignado ou com o INSS. Existe um volume muito grande de informações; boa parte delas não tem nenhuma relevância do ponto de vista investigativo. O que elas mostram são relações pessoais e outros negócios — afirmou Pimenta.
Os dados provenientes da conta de Vorcaro foram enviados pela Apple na última quinta-feira (12) e liberados na sexta (13) para apreciação dos parlamentares. Membros do colegiado pedem a prorrogação do prazo final, dia 28 de março, devido ao volume do material e à pendência de depoimentos previstos.
Relatos apontam ainda que, além da extensão dos dados, eles não foram devidamente organizados para facilitar buscas e o acesso a informações relevantes. O presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), foi o responsável pela decisão de manter o conteúdo limitado à sala-cofre da Casa, após o vazamento de dados sigilosos logo nos primeiros dias da quebra de sigilo pela Polícia Federal.

