
O deputado estadual Leandro de Jesus (PL) criticou a base governista após não ser escolhido para presidir a Comissão de Segurança Pública e Direitos Humanos da Assembleia Legislativa da Bahia. Segundo ele, havia um acordo para que a indicação da presidência ficasse com a minoria, mas a definição não teria sido respeitada.
De acordo com o parlamentar, a decisão ultrapassa uma disputa política e impacta diretamente a população. “Quem está sendo prejudicado é o povo baiano”, afirmou.
Na avaliação do deputado, a comissão precisa retomar os trabalhos para discutir a escalada da violência no estado. Ele citou episódios recentes para justificar a urgência do debate.
“Nós vimos hoje, por exemplo, uma criança que foi feita refém ali no Nordeste de Amaralina pela criminalidade, pelas facções ou os faccionados. E isso não é a primeira vez, é recorrente que acontece”, apontou.
Leandro também mencionou dados sobre tiroteios em bairros de Salvador, incluindo a localidade onde nasceu. “Vimos hoje o dado onde, por exemplo, o meu bairro, onde eu nasci e cresci, Beiru, em Tancredo Neves, está como um dos bairros campeões em tiroteios, troca de tiros, especialmente entre facções e faccionados”, disse.
O deputado afirmou que a Comissão de Segurança Pública e Direitos Humanos deveria tratar tanto da proteção da população quanto das condições de trabalho das forças policiais. “Nós precisamos falar dos direitos humanos dessa população que é sequestrada, que é decapitada, que infelizmente acaba sofrendo prejuízos decorrentes da violência”, declarou.
Sobre a escolha para a presidência, ele apontou quebra de acordo político. “Eu fui indicado pelo líder da minoria, por conta do acordo que tem da própria base governista com a minoria, que é a oposição. Só que esperar respeito do PT, do PCdoB, do PSOL ou da base do governo realmente é crer naquilo que é impossível. Eles não respeitam qualquer tipo de acordo”, disparou.
Para o parlamentar, a situação compromete o enfrentamento da criminalidade no estado. “Há muito trabalho para fazer, mas parece que o PT prefere passar a mão na cabeça de bandido, de criminoso e atuar para protegê-los. Infelizmente essa é a situação”, concluiu.
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