Jim Caviezel encarna Bolsonaro em nova cinebiografia

Destaque

Jim Caviezel surge caracterizado como Jair Bolsonaro no set do filme “Dark Horse”. (Foto: Reprodução/Redes Sociais).
PEDRO TAQUARI

Na mais recente novidade do cinema internacional, o ator norte-americano Jim Caviezel, famoso por interpretar Jesus no filme A Paixão de Cristo (2004), foi confirmado para viver o ex-presidente Jair Bolsonaro no longa-metragem Dark Horse, cuja estreia está prevista para 2026.

A informação foi anunciada pela nora de Bolsonaro, Heloisa Bolsonaro, esposa de um dos filhos do ex-presidente.

Em vídeo publicado nos stories de seu perfil no Instagram, ela apresentou Caviezel já caracterizado com o corte de cabelo típico de Bolsonaro.

A legenda indica que o filme está em fase de gravação.

O longa será dirigido pelo norte-americano Cyrus Nowrasteh, enquanto o roteiro teria sido assinado pelo ex-secretário de Cultura do governo de Bolsonaro, Mário Frias, atualmente deputado federal.

Segundo os produtores, “Dark Horse” pretende narrar a trajetória de Bolsonaro, com destaque para sua campanha presidencial de 2018 e o atentado sofrido naquele ano, episódios que, na trama, serão revisitados para mostrar a resiliência e o papel de liderança que, para muitos, marcam a trajetória do ex-presidente.

A escolha de Jim Caviezel reforça o tom conservador e os valores culturais com que o filme parece se comprometer: o ator nunca escondeu suas convicções religiosas, e historicamente privilegia papéis que dialogam com fé, tradição e uma visão de mundo alinhada a valores conservadores, algo que contribui para a construção de uma imagem de Bolsonaro compatível com este perfil.

Em meio a este anúncio, cresce a expectativa entre apoiadores e simpatizantes da direita, que veem no projeto uma oportunidade de revisitar a trajetória de Bolsonaro sob uma perspectiva que ressalta sua história pessoal e política, resiliência e, nas intenções da produção, a legitimação da figura pública, ainda que controversa.

Com “Dark Horse”, o cinema internacional dá o primeiro passo para transformar em imagem cinematográfica uma fase recente da história política brasileira, algo capaz de reacender o debate ideológico e influenciar a percepção pública sobre um dos nomes que marcou profundamente o Brasil nos últimos anos.

DI8ÁRIO DO PODER

Deixe uma resposta