Já era: PT não queria CPI do Crime, mas toma presidência

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Senador Fabiano Contarato (PT-ES)- (Foto: Vinicius Loures/Câmara dos Deputados)
LUAN CARLOS

O colegiado da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) proposta para investigar a atuação do crime organizado e milícias no Brasil. elegeu nesta terça-feira (4) o senador Fabiano Contarato (PT-ES) seu presidente. O senador Hamilton Mouraão (Republicanos-RS) será o vice-presidente. O PT e partidos de esquerda não apoiaram a criação da CPI.

A relatoria ficou com o senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que solicitou a criação do colegiado. Contarato venceu a disputa contra os nomes de Jaques Wagner (PT-BA) e Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O placar foi de 6 votos contra 5, a favor de Contarato, sinalizando uma vitória para a base aliada do governo. Após o acordo, Mourão foi o escolhido para a vice-presidência, de forma simbólica.

Contarato é formado em Direito e foi delegado da Polícia Civil por 27 anos. No Senado, já foi líder da bancada do PT. Ele foi eleito em 2018 e está no seu primeiro mandato. Mourão é general da reserva do Exército e foi vice-presidente no governo de Jair Bolsonaro (PL). Eleito em 2022, está em seu primeiro mandato no Senado.

A abertura dos trabalhos foi formalizada pelo senador Otto Alencar (PSD-BA), pelo fato de ser o senador mais velho. Otto Alencar rebateu críticas da oposição, que chegaram a citar uma suposta “blindagem” do governo na CPI.

Durante a reunião, senadores fizeram elogios a Contarato e ressaltam que o parlamentar tem um perfil “independente”, apesar de ser aliado ao governo.

Em discurso, Contarato destacou que “a segurança pública não deve ser uma pauta apenas da direita, nem uma bandeira exclusiva de conservadores”.

“A segurança pública é um direito do povo e um dever do Estado. Enquanto eu estiver na presidência dessa CPI, o medo não faltará ao debate sobre o crime. A verdade será a protagonista”, declarou o senador.

A CPI foi criada em junho deste ano, mas travou na espera da indicação de seus integrantes.  Após forte repercussão da megaoperação realizada no Rio de Janeiro, que culminou na morte de mais de 121 criminosos, o presidente Davi Alcolumbre (União-AP) anunciou a instalação da CPI.

O objetivo é investigar a atuação de facções criminosas e milícias pelo Brasil. A CPI mira como funcionam os grupos de criminosos e como devem ser instaladas medidas de combate.

O prazo de funcionamento será de 120 dias, com limite de despesas de funcionamento estimadas em R$ 30 mil.

DIÁRIO DO PODER

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