“O que fizemos foi uma manifestação política legítima, pacífica e ordeira. A tentativa de criminalizar a obstrução parlamentar é um ataque direto contra as prerrogativas da oposição e contra a própria democracia. O pedido da esquerda não tem base jurídica e revela caráter meramente político de perseguição à oposição”, afirmou Van Hattem.
Política criminalizada
O partido Novo argumenta que Lindbergh buscou criminalizar o exercício da atividade parlamentar de mais de uma dezena de deputados federais, simplesmente pelo fato de serem de oposição ao governo e por buscarem o avanço de pautas que não são de interesses da administração do Poder Executivo de ocasião.
O presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, classificou a representação da esquerda como uma tentativa de intimidação da oposição.
“O deputado Marcel van Hattem agiu dentro das regras democráticas, de forma pacífica. Transformar uma manifestação política em acusação de quebra de decoro é distorcer os fatos e atacar o papel constitucional da minoria no Parlamento. Estamos representando contra Lindbergh Farias porque entendemos que a quebra de decoro está em tentar criminalizar a atividade parlamentar e em usar as instituições como armas políticas. A obstrução é um direito da oposição e um pilar do processo democrático, e quem busca criminalizar a divergência, na verdade, mostra desprezo pela democracia”, concluiu Ribeiro.
DIÁRIO DO PODER