
Presidente do Banco Central Gabriel Galípolo e o presidente Lula. (Foto: Reprodução YouTube)
Davi Soares
Agendas oficiais de autoridades nomeadas pelo presidente Lula (PT) registram reuniões com representantes da empresa Reag Investimentos, suspeita de operar movimentações financeiras para a facção criminosa PCC. Os encontros foram com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, no ano passado e há apenas duas semanas.
Um dos representantes da firma investigada que teve o prestígio de ser atendido pelos altos agentes públicos foi João Carlos Falpo Mansur, presidente do Conselho de Administração da Reag Investimentos. Ele é suspeito de estruturar e administrar fundos de investimento usados pelo empresário Mohamad Hussein Mourad, principal alvo da Operação Carbono Oculto, deflagrada ontem (28) contra um esquema bilionário com o PCC e empresas de São Paulo.
Mansur foi recebido pelo presidente do Banco Central no último dia 11 de agosto. E é citado nas investigações do Ministério Público de São Paulo como responsável por “dinâmicas fraudulentas” envolvendo fundos de investimentos (Anna, Hans 95 e Mabruk II) e a BK Instituição de Pagamento, para Mourad, que é dono da refinaria Copape, também alvos de suspeita de lavagem de dinheiro para o PCC.
O objetivo oficial da reunião de Galípolo com o investigado que fundou e comanda o conselho gestor da Reag foi “contribuir com propostas/sugestões para o processo decisório da Administração pública referente a: Estratégia de governo e/ou política pública”. E ocorreu entre 16h30 e 17h30.
Mas é parte das atribuições de Galípolo receber integrantes do mercado financeiro listados na bolsa de valores de São Paulo (B3), com a dimensão da Reag. A empresa suspeita afirma ter R$ 299 bilhões sob sua gestão e figura como a principal gestora de investimentos não ligada a bancos do Brasil.
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