
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), atual pré-candidato ao Palácio do Planalto, manifestou-se de forma indireta sobre os desentendimentos públicos envolvendo figuras centrais de seu partido e núcleo familiar. A declaração ocorre após embates que expuseram divisões entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e o dirigente da sigla, Valdemar Costa Neto.
Através de sua conta oficial na plataforma X, o parlamentar buscou redirecionar o foco dos correligionários para o pleito futuro.
“Está todo mundo querendo vencer a discussão. Mas o que precisamos é ganhar a eleição! Gostaria de contar com todas, todos, todes, todys e todXs!”, publicou Flávio, em tom de apaziguamento.
A tensão interna escalou na última sexta-feira, quando Eduardo Bolsonaro questionou abertamente a ausência de engajamento de Michelle na pré-campanha do irmão. Em entrevista ao SBT News, o ex-deputado sugeriu uma seletividade no apoio da ex-primeira-dama:
“Nikolas e Michelle estão jogando o mesmo jogo. Você vê que um, lado a lado, compartilham o outro e apoiam o outro na rede social, só estão com uma amnésia aí. Eu não vi nenhum apoio da Michelle, nenhum post a favor do Flávio”.
No sábado, Michelle reagiu por meio do Instagram com uma postagem interpretada como resposta irônica: uma imagem onde aparecia fritando fatias de banana. O gesto foi associado ao apelido depreciativo “Bananinha”, frequentemente direcionado a Eduardo.
O cenário de fragmentação também alcançou a estratégia de montagem das chapas estaduais. O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-SC) demonstrou insatisfação com a repartição de influência proposta por Valdemar Costa Neto, que reservaria ao partido a indicação para governos e ao ex-presidente Jair Bolsonaro a definição dos nomes para o Senado.
Carlos insinuou que haveria um isolamento deliberado de seu pai, a quem chamou de “PRESO POLÍTICO”, classificando a situação como “estranha” e sugerindo que as peças do cenário partidário parecem se encaixar de forma orquestrada.
DIÁRIO DO PODER

