As empresas chinesas estão buscando novos mercados devido a desafios internos, como o colapso do setor imobiliário e tensões comerciais com os EUA e Europa. O Brasil se destaca como um destino promissor, atraindo marcas como Meituan e Mixue, que investem no país em busca de crescimento.
A Meituan, maior empresa de entrega de comida da China, anunciou um investimento de US$ 1 bilhão para iniciar operações no Brasil. A Mixue, famosa por chás e sobremesas, planeja contratar milhares de funcionários. O comércio entre China e Brasil tem se fortalecido, com investimentos que somam cerca de US$ 4,7 bilhões em setores como mineração e energia renovável.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o líder chinês Xi Jinping reforçaram a relação entre os países, que já dobrou o valor total do comércio na última década. Essa parceria tem dado confiança às empresas chinesas, que veem o Brasil como um mercado estratégico, especialmente em um momento de dificuldades econômicas na China.
Entretanto, o sucesso das empresas chinesas no Brasil não é garantido. As táticas de mercado podem atrair a atenção de reguladores, especialmente em relação ao tratamento de trabalhadores e à gestão de dados. A Meituan já enfrentou críticas sobre as condições de trabalho de seus entregadores, levando o governo chinês a implementar novas regras.
A crescente concorrência no setor de entregas na China, com empresas como JD lançando serviços semelhantes, também pressiona a Meituan. Analistas indicam que a busca por crescimento fora da China é uma estratégia necessária diante da estagnação do consumo interno.
TRIBUNA DA BAHIA