
Senador Efraim Filho (União-PB). (Foto: Agência Senado)
Mael Vale
O presidente da Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização (CMO), senador Efraim Filho (União-PB), fez nesta terça-feira (14) duras críticas à condução da política fiscal pelo governo Lula (PT), especialmente à postura do ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
Para o parlamentar, o Executivo tem se esquecido da necessidade fundamental de equilibrar as contas públicas por meio do controle de despesas, insistindo em uma agenda que prioriza o aumento de impostos para elevar a arrecadação.
Durante reunião da comissão, Efraim alertou para o risco de não votação do Orçamento ainda neste ano, ressaltando que isso seria “um jogo de perde-perde” para o país, para o governo e para o Congresso.
“Os prazos vão ficando esgotados, exíguos, para que a gente possa fazer a votação do Orçamento ainda a prazo cabível, viável, para votação na última semana de dezembro, dentro do calendário deste ano”, destacou.
O senador não poupou críticas à postura adotada pelo ministro Haddad.
“Se o governo teve a frustração da Medida Provisória, é importante que saiba que foi no voto, não foi por imposição de ninguém. É um desejo do Congresso, que representa a sociedade, de dar um recado claro: não se aguenta mais essa agenda de aumento de alíquotas, aumento de impostos, para arrecadar, arrecadar e arrecadar”, afirmou.
Para Efraim, o governo Lula parece ter esquecido que o equilíbrio fiscal também depende do lado da despesa.
“O ministro Fernando Haddad trata todo dia de uma agenda de arrecadação, de aumento de impostos, mas parece que ficou esquecida, relegada a segundo plano, a agenda de corte de gastos”, concluiu o senador.

