Eduardo Bolsonaro reage em Israel à retirada do Brasil da IHRA

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O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) | Foto: Gage Skidmore / flickr
PEDRO TAQUARI

No Knesset, Parlamento de Israel, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) participou nesta segunda-feira (26) da Conferência Internacional de Combate ao Antissemitismo, evento que reúne autoridades israelenses, inclusive o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, além de representantes de organizações e especialistas dedicados ao enfrentamento ao ódio antijudaico.

Em seu discurso diante de líderes internacionais, Eduardo Bolsonaro criticou de forma contundente a decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de retirar o Brasil da Aliança Internacional para a Memória do Holocausto (IHRA), organização que reúne países e instituições em torno da preservação da memória do Holocausto e do combate às formas contemporâneas de antissemitismo.

O ex-parlamentar afirmou que a saída do Brasil da IHRA levanta dúvidas sobre o compromisso do governo brasileiro com a educação histórica sobre o Holocausto, em um momento em que, segundo ele, manifestações de ódio muitas vezes se escondem sob linguagem acadêmica ou associações disfarçadas de humanitárias.

Além de abordar a questão institucional, Eduardo Bolsonaro classificou os ataques do grupo Hamas a civis em Israel como um exemplo de “antissemitismo genocida”, enfatizando que o silêncio diante dessas ações, na sua avaliação, equivale a cumplicidade.

Apesar de ter tido o mandato de deputado federal cassado, o congressista foi apresentado pelos organizadores do evento como representante parlamentar.

Na agenda da conferência, está prevista para terça-feira (27) a participação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, que focou suas falas nas relações bilaterais entre Brasil e Israel e na política externa brasileira.

A participação dos membros da família Bolsonaro na conferência internacional ocorre em meio a um período de tensões diplomáticas entre Brasil e Israel, que se intensificaram após o governo Lula ter anunciado a saída da IHRA e ter anunciado apoio a ações legais internacionais que questionam as ações de Israel na Faixa de Gaza, críticas que foram duramente rebatidas por autoridades israelenses.

A missão também inclui encontros com lideranças conservadoras e autoridades do Oriente Médio, parte da estratégia de construir alianças internacionais alinhadas com pautas prioritárias para a direita política brasileira.

DIÁRIO DO PODER

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