
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, propôs a abertura de negociações formais com os Estados Unidos para o combate ao tráfico de drogas.
Em entrevista ao jornalista espanhol Ignacio Ramonet, o líder venezuelano ofereceu facilidades para investimentos de petrolíferas americanas em troca de um diálogo sério entre as nações.
Durante a conversa, Maduro forneceu detalhes sobre um telefonema realizado por Donald Trump em novembro.
“Tivemos apenas uma conversa, Ramonet. Ele me ligou na sexta-feira, 21 de novembro, da Casa Branca, e eu estava no Palácio de Miraflores”, relatou o mandatário venezuelano.
O ditador descreveu o diálogo de dez minutos como “respeitoso” e “agradável”, destacando que Trump utilizou o tratamento formal de “Sr. Presidente” ao dirigir-se a ele. Contudo, Maduro pontuou que os desdobramentos diplomáticos ocorridos após esse contato não foram positivos.
A entrevista foi gravada em um formato pouco usual, com Maduro assumindo o volante de um veículo enquanto circulava por zonas militarizadas de Caracas. No banco de trás do carro estava a sua esposa, Cilia Flores, em um gesto interpretado como demonstração de segurança pública.
Maduro utilizou a transmissão para enviar uma mensagem direta ao povo e ao governo norte-americano, classificando a Venezuela como um “país irmão”. Ele reiterou que a nação está pronta para aceitar aportes de capitais americanos, citando especificamente a petroleira Chevron.

