
O deputado federal João Leão subiu o tom das críticas contra o Partido dos Trabalhadores na Bahia ao detalhar os bastidores da eleição de 2022. Em entrevista ao Politiquestion, podcast do bahia.ba, o parlamentar relembrou o episódio que selou sua saída da base governista, classificando a escolha de Jerônimo Rodrigues como um descumprimento de acordo.
“Eles tinham acordado comigo que eu seria o próximo candidato a governador lá em 2022. De última hora, eu ouço através das rádios que o escolhido havia sido Jerônimo Rodrigues. Sem nenhuma satisfação”, desabafou Leão, enfatizando que, na política, a “palavra” deve ser o ativo principal.
A crítica de Leão foi além do episódio pessoal, sugerindo que o comportamento do PT é um padrão de conduta política voltado exclusivamente para a própria legenda.
“A condição para a traição é o PT existir. PT é isso. Primeiro são eles, em segundo são eles e em terceiro são eles também”, disparou o deputado. Ele ainda utilizou o cenário atual do vice-governador Geraldo Júnior (MDB) como um exemplo vivo do que chamou de isolamento promovido pelo partido em relação aos aliados da base.
Contraste entre grupos políticos
João Leão aproveitou a oportunidade para traçar um comparativo entre o tratamento recebido no antigo grupo e a dinâmica atual dentro da oposição liderada por ACM Neto.
Segundo ele, no grupo petista há um ambiente de decisões unilaterais e falta de comunicação direta, simbolizado pelo anúncio de candidaturas via imprensa.
No Grupo de ACM Neto, Leão destacou a existência de “diálogo” e uma relação mais equilibrada entre os líderes.
“Hoje eu estou muito mais tranquilo ao lado de pessoas boas. Você tem Bruno Reis que é uma grande figura. O próprio Neto… É uma turma que fala de igual para igual”, elogiou.
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