CVM investiga ações da Ambipar, Master e Tanure no polêmico Gilmarpalooza

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Pedestres caminham no centro de Lisboa (Foto: Davide Castaldo/Unsplash)

A análise da OPA (Oferta Pública de Aquisição) da Ambipar, empresa de gestão ambiental, está atrasada devido à saída de férias de Otto Lobo, diretor da Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Lobo pediu vistas no processo e viajou para Lisboa, onde participa de um evento sobre o mercado financeiro. A decisão sobre a OPA, que pode impactar financeiramente milhares de investidores, depende ainda do voto de Lobo e de outro diretor, João Accioly.

Durante a reunião em que Lobo solicitou vistas, o presidente da CVM, João Pedro Nascimento, e a diretora Marina Copola destacaram indícios de coordenação entre o controlador da Ambipar, Tércio Borlenghi Júnior, e fundos do Banco Master e de Nelson Tanure. Ambos os diretores argumentaram que, segundo a Lei das S.A., apenas Borlenghi Júnior deve financiar a OPA, que visa proteger investidores minoritários.

A OPA é um mecanismo que obriga quem adquire participações significativas em uma empresa a oferecer condições semelhantes a todos os acionistas. O atraso na decisão pode gerar incertezas no mercado, especialmente para os acionistas da Ambipar, que aguardam definições sobre a operação. A expectativa é que a análise seja retomada após o retorno de Lobo, mas a data exata ainda não foi divulgada.

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