Cúmplices do terrorismo: Por que Lula defende quem nos mata?

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A iminente decisão do governo Donald Trump de classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras escancara não apenas a gravidade da escalada criminosa no Brasil, mas também o profundo equívoco diplomático e moral do governo Lula ao tentar obstruir essa medida.

Sob a frágil justificativa de proteger a “soberania nacional”, o Itamaraty age para blindar organizações que já não respeitam qualquer fronteira, lei ou valor humano, numa postura que revela muito sobre as estranhas afinidades do petismo com o crime organizado.

O principal argumento – falso – do governo Lula, ecoado na Lei Antiterrorismo brasileira (Lei nº 13.260/2016) exige motivação política, religiosa ou ideológica, o que não se aplicaria a facções movidas pelo lucro do narcotráfico. Este é um argumento que peca por uma interpretação tacanha e voluntariamente cega à realidade.

As facções como PCC e CV, em seu domínio territorial armado, em sua capacidade de desafiar o Estado e impor o medo generalizado à população, já preenchem, na prática, o conceito de terror. A diferença é meramente semântica e superada pela dinâmica do crime no século 21.

Em vez de celebrar o reconhecimento internacional da brutalidade desses grupos como um aliado no combate, o Brasil se coloca como advogado de defesa de criminosos. O temor de que os Estados Unidos usem o rótulo para justificar “operações militares na região, beira a paranoia antiamericana e serve apenas para acobertar um padrão histórico de leniência, quando não de promiscuidade, com setores criminosos.

O que dizer das sucessivas revelações de encontros de petistas históricos com figuras ligadas ao crime organizado? A movimentação do Itamaraty para demover os EUA de classificar PCC e CV como terroristas é mais um capítulo dessa novela sórdida.

O governo parece mais preocupado com a imagem das facções do que com a segurança dos cidadãos de bem, soterrados pela violência nos estados onde o crime organizado impera.

Em suma, é preciso denunciar a incongruência de um governo que age nos bastidores para impedir que os EUA reconheçam a verdadeira natureza dessas facções criminosas como organizações terroristas internacionais!

Lawrence Maximus é cientista político, analista internacional de Israel e Oriente Médio, professor e escritor. Mestre em Ciência Política: Cooperação Internacional (ESP), Pós-Graduado em Ciência Política: Cidadania e Governação, Pós-Graduado em Antropologia da Religião e Teólogo. Formado no Programa de Complementação Acadêmica Mastership da StandWithUs Brasil: história, sociedade, cultura e geopolítica do Oriente Médio, com ênfase no conflito israelo-palestino e nas dinâmicas geopolíticas de Israe

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