
A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), manifestou sua posição a favor de que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) não vá cumprir pena em regime fechado, caso não seja anistiado.
Celina afirmou que o Governo do Distrito Federal (GDF) está atuando para influenciar a decisão sobre onde o ex-chefe do Executivo cumprirá pena.
Segundo ela, a gestão do GDF realizou pedidos para o relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Alexandre de Moraes, manter Bolsonaro em prisão domiciliar.
“A gente tem feito gestão para pedidos ao ministro Alexandre para que mantenha ele [Bolsonaro] em prisão domiciliar”, Celina declarou à CNN.
A vice-governadora acrescentou que algumas dessas solicitações são feitas de maneira informal.
A expectativa interna é que a prerrogativa de definir onde o ex-presidente cumprirá sua pena caberá ao próprio ministro Alexandre de Moraes, relator da matéria no STF.
Celina observou que a administração local fica “bem restrita à decisão que a Vara de Execuções Penais vai tomar com o ministro Alexandre de Moraes”
A vice-governadora, que mantém laços estreitos com a família Bolsonaro e é amiga da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), justificou a iniciativa citando a saúde do ex-presidente, que é considerada instável por pessoas do seu círculo político.
Aliados próximos citam frequentemente as restrições alimentares impostas a Bolsonaro em decorrência dos múltiplos procedimentos cirúrgicos a que foi submetido.
Apesar dos apelos por regime domiciliar, o Complexo Penitenciário da Papuda já tem três locais reservados, de maneira preventiva, caso o ex-presidente seja enviado para lá. As três áreas são isoladas e uma delas é especificamente designada para detentos considerados vulneráveis.
DIÁRIO DO PODER

