
O Banco Mundial reduziu a previsão de crescimento da economia brasileira para 2026, estimando avanço de 2%, abaixo dos 2,2% projetados em junho. Para 2027, a expectativa é de crescimento de 2,3%.
Segundo o relatório divulgado nesta terça-feira, o Brasil pode ter crescido 2,3% no ano passado, número ligeiramente inferior ao apontado anteriormente pela instituição.
De acordo com o Banco Mundial, a desaceleração esperada reflete os efeitos das taxas de juros reais elevadas, dos ventos contrários relacionados ao comércio internacional e do aumento da incerteza global. O cenário também é considerado desfavorável para a América Latina e o Caribe como um todo, com riscos associados à redução do crescimento global e à possível queda nos preços das commodities, em um contexto de dívida pública elevada.
O relatório destaca, por outro lado, o potencial da rápida adoção da inteligência artificial para elevar a produtividade na região, especialmente em países com força de trabalho mais qualificada. A instituição, no entanto, alerta que a tecnologia também pode provocar disrupções nos mercados de trabalho regionais.
No cenário global, o Banco Mundial elevou a projeção de crescimento do PIB mundial para 2,6% em 2026, acima do estimado anteriormente, mas abaixo dos 2,7% registrados em 2025. Apesar da resiliência recente da economia global, o banco advertiu para a desaceleração do comércio, o aumento das desigualdades e o risco de que a década de 2020 seja a de crescimento mais fraco desde os anos 1960.

