
A Polícia Federal buscou provas de crimes na Secretaria de Saúde de Alagoas (SESAU), nesta terça-feira (16), contra um esquema que desviou R$ 18 milhões de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS), forjando atendimentos. A Justiça Federal afastou o secretário Gustavo Pontes de Miranda, suspeito de atos ilegais. E o governo de Paulo Dantas (MDB) diz não compactuar com irregularidades. Mas a Lei de Acesso à Informação (LAI) segue descumprida há quase seis meses, sob conhecimento da Controladoria-Geral do Estado, no governo que mantém segredo sobre como acumulou calotes milionários em entidades que realmente atenderam usuários do SUS, no mesmo período dos crimes investigados.
Os contratos alvos da Operação Estágio IV na SESAU seguem consumindo quase R$ 100 milhões de verbas federais do SUS, segundo a PF. Enquanto isso, a pasta da Saúde de Alagoas segue devendo explicações sobre como e por que motivo acumulou a dívida de R$ 4,6 milhões junto à Santa Casa de Maceió, pelos serviços efetivamente prestados pela Maternidade Nossa Senhora da Guia, para mães e bebês nascidos em Maceió, entre agosto de 2022 e junho de 2025, no âmbito do Programa de Implementação da Rede de Atenção Materno-Infantil (PROMATER).
DIÁRIO DO PODER

