
O Conselho Estadual de Segurança Pública de Alagoas (CONSEG) negou restaurar o alegado direito à proteção individualizada da ex-primeira-dama de Alagoas, Marina Cintra, em sessão extraordinária, nesta quinta-feira (18). A decisão tomada por maioria dos conselheiros ignorou os alertas de risco de morte e o apelo da Marina Cintra ao Ministério Público Estadual contra a vulnerabilidade histórica de sua integridade física, decorrente de uma guerra política familiar no Sertão de Alagoas. Para o colegiado, Marina não demonstrou atualidade nas ameaças à ex-esposa do governador Paulo Dantas (MDB).
A defesa de Marina considerou absurdo o fato de a decisão do CONSEG ter se antecipado à Justiça Eleitoral para afirmar que a ex-primeira-dama estaria inelegível. A conclusão do relator do caso, Luiz de Albuquerque Medeiros Neto, rebateu o argumento de que haveria ampliação dos riscos à vida da ex-Dantas pela sua decisão de disputar um mandato de deputada, em 2026.
“É um absurdo. É um conselho que deveria tratar pura e exclusivamente de segurança pública e está colocando a questão política acima da segurança de uma cidadã. Eles estão tratando como ex-primeira-dama, ex-mulher do governador. Mas ela pede a segurança como uma mulher que, infelizmente, foi casada com o atual governador e está precisando resolver a situação de segurança pública dela. Aí, ela se depara com abuso de poder aonde ela vai. Ela vai ter portas fechadas aonde chegar e vai continuar vulnerável. Sequer deferiram a extração da cópia dos autos pedida em um primeiro momento. E só decidiram ontem pela pressão que fiz na mídia”, protestou a advogada Luana Amaral, defensora de Marina e tia do governador Paulo Dantas.
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