
A gestão do prefeito João Campos (PSB) em Recife entrou no radar do Ministério Público (MP) por suspeitas de irregularidades graves em contratos de obras com aditivos que teriam elevado os valores para cerca de R$38 milhões, segundo apuração.
Embora a cifra exata varia entre reportagens, ela representa um acréscimo substancial sobre os valores iniciais previstos para os projetos.
As investigações se concentram em contratos firmados com empresas de engenharia responsáveis por serviços de manutenção em unidades escolares e de saúde da prefeitura.
Há indícios de que parte desses acordos tenha sido realizada por meio de “atas de registro de preços” de consórcios de outros estados, sem licitação local própria, o que levanta suspeitas quanto à transparência e à competitividade desses processos.
Segundo o Ministério Público Federal (MPF), as irregularidades investigadas incluem subcontratações potencialmente ilegais, pagamento duplicado por serviços e reajustes questionáveis nos contratos.
As empresas mais envolvidas são a Sinarco (de Minas Gerais), a Alca Engenharia e a Max Construções.

