
Mais uma investigação do governo dos Estados Unidos resultou em punicões adicionais ao Brasil e outros 59 países, por meio de aumento de tarifas, por falharam em proibir e fiscalizar importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. As tarifas adicionais serão de 12,5% sobre todos os produtos desses países.
Tanto quanto no caso da punição ao Brasil por “práticas abusivas” ou “irrazoáveis”, a decisão é aplicada pelo Escritório de Comércio dos EUA (USTR, na sigla em inglês), espécie de minist´rio do comercio, e se baseia na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974, após investigação iniciada em março.
A prática desses países é “irracional” e restringe o comércio dos EUA ao criar uma concorrência desleal para as empresas e trabalhadores americanos.
Segundo a decisão, será aplicada 10% de tarifa adicional para países que já possuem alguma proibição parcial ou que se comprometeram formalmente a aplicar regras por meio de acordos de comércio recíproco, como os integrantes daalém de União Europeia, México, Canadá, Indonésia, Paquistão e Equador.
Outros 12,5% de tarifa adicional serão aplicados todos os países que não realizem esse tipo de controle, como Brasil, China, Índia, Japão, Coreia do Sul, Reino Unido, Argentina e Arábia Saudita, entre outros.

