Deputado Rodolfo Nogueira, presidente da Comissão de Agricultura da Câmara. (Foto: Diário do Poder
REDAÇÃO
A decisão do governo dos Estados Unidos de classificar o PCC) e o Comando Vermelho como organizações terroristas internacionais provocou forte repercussão no meio político brasileiro e foi celebrada por parlamentares da oposição. O deputado federal Rodolfo Nogueira (PL-MS) afirmou que a decisão dos Estados Unidos reforça uma realidade conhecida por milhões de brasileiros que convivem diariamente com a violência e a influência das facções criminosas.
“Há anos, as facções criminosas impõem medo, controlam territórios, extorquem trabalhadores e desafiam as forças de segurança. O Brasil não aguenta mais viver sob o terror do PCC e do Comando Vermelho. A classificação feita pelos Estados Unidos reconhece a gravidade dessa ameaça e reforça a necessidade de uma atuação firme e sem concessões contra o crime organizado”, afirmou.
O deputado federal Rodrigo Valadares (União-SE), membro da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, destacou que o Congresso Nacional também vem avançando em propostas para enquadrar facções criminosas como organizações terroristas.
“Fui autor do projeto aprovado na Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, sob relatoria do deputado Luiz Philippe de Orléans e Bragança, que classifica facções criminosas como grupos terroristas. Enquanto setores da esquerda relativizam o crime organizado, nós defendemos o enfrentamento firme contra essas organizações”, declarou.
Para o deputado federal Sanderson (PL-RS), a medida expõe a fragilidade do atual governo no enfrentamento às organizações criminosas que atuam em todo o território nacional.
“Milhões de brasileiros vivem reféns do crime organizado. O PCC e o CV espalham medo, executam inocentes, dominam territórios e desafiam o Estado. A decisão dos EUA mostra ao mundo aquilo que o governo Lula se recusa a admitir: facção criminosa que impõe terror à população deve ser tratada como organização terrorista”, afirmou.

