IOF salta 44% e dispara na arrecadação em 2026

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mão retirando cédulas de real de caixa eletrônico

Foto: Reprodução
PEDRO TAQUARI

A arrecadação do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) registrou forte avanço no início de 2026 e passou a se destacar entre as principais fontes de receita do governo federal.

Dados divulgados pela Receita Federal mostram que o tributo somou R$25,2 bilhões entre janeiro e março, o que representa um crescimento real de 44,45% em relação ao mesmo período do ano anterior.

No primeiro trimestre de 2025, o montante arrecadado havia sido de R$17,4 bilhões.

A diferença de R$7,7 bilhões evidencia uma expansão expressiva em um intervalo de apenas um ano, colocando o IOF entre os impostos com maior ritmo de crescimento no país.

O desempenho chama atenção ao ser comparado com o conjunto das receitas federais.

No mesmo período, a arrecadação total administrada pela Receita Federal chegou a R$758,8 bilhões, com alta real de 5,59%.

Ou seja, enquanto o volume geral cresce em ritmo moderado, o IOF avança várias vezes acima dessa média, ampliando sua participação no caixa da União.

Entre os principais tributos, o contraste é ainda mais evidente.

Contribuições como PIS/Cofins arrecadaram R$153,1 bilhões, com crescimento de 5,60%, enquanto a receita previdenciária atingiu R$187,3 bilhões, com alta de 5,37%.

Já o IOF lidera em variação percentual, superando com folga os demais impostos relevantes.

A elevação da arrecadação está diretamente ligada a mudanças recentes na legislação tributária.

O governo ampliou a incidência do imposto sobre diversas operações financeiras, o que elevou a base de cobrança.

Entre as alterações, está a padronização da alíquota de 3,5% para compras internacionais com cartão ou em espécie, em vigor desde maio de 2025.

Além disso, operações de crédito (como empréstimos, cheque especial e financiamento) continuam sujeitas a uma cobrança composta por taxa fixa de 0,38% somada a uma alíquota diária de 0,0082%, limitada a 3,38% no total.

O IOF é um tributo federal que incide sobre operações de crédito, câmbio, seguros e investimentos, sendo pago por pessoas físicas e jurídicas sempre que realizam esse tipo de transação.

Além da função arrecadatória, o imposto também é utilizado como instrumento de controle econômico, permitindo ao governo influenciar o custo do crédito e o fluxo financeiro no país.

O crescimento acelerado da arrecadação em 2026 ocorre após um ano de forte expansão.

Em 2025, o IOF já havia alcançado R$86,4 bilhões, o maior valor da série histórica, impulsionado por elevações de alíquotas e mudanças regulatórias.

Com isso, o tributo reforça seu peso nas contas públicas e se consolida como uma das ferramentas mais utilizadas pelo governo para ampliar receitas em meio às pressões fiscais.

DIÁRIO DO PODER

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