Lula prepara pacote de ‘bondades’ contra queda de popularidade

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A seis meses da eleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem amargado índices recordes de desaprovação para um governo petista em ano de disputa pela reeleição. Segundo a pesquisa Ipsos-Ipec mais recente, 51% desaprovam a gestão, enquanto 43% a aprovam.

Diante do cenário, o Palácio do Planalto prepara uma série de medidas para tentar recuperar a popularidade até outubro. O pacote inclui tentativas de controlar o preço dos combustíveis, subsídios para gás de cozinha e conta de luz, além de um novo programa de renegociação de dívidas.

Um dos principais focos do governo é relançar um programa nos moldes do Desenrola, criado em 2023. A nova versão deve oferecer descontos de até 80% para renegociação de dívidas. A ideia surgiu após o aumento da inadimplência e do comprometimento da renda das famílias, que hoje destinam, em média, R$ 29 de cada R$ 100 recebidos ao pagamento de empréstimos e financiamentos.

Na semana passada, Lula comentou o tema e atribuiu parte do problema à população em razão do acúmulo de pequenos gastos.

– É R$ 50 ali, R$ 30, R$ 40. Parece que não é nada. Mas, no final do mês, a soma dessa quantidade de pouquinhos vira grande. E a gente passa a ficar zangado: “Trabalhei o mês inteiro, recebi meu salário e não sobrou nada”. Aí quem vocês xingam? O governo – disse o presidente.

Outro eixo do pacote envolve o gás de cozinha. O governo avalia realizar uma subvenção ao setor em meio à guerra entre Irã e Estados Unidos, que tem pressionado os preços internacionais do petróleo. Na área de energia, o Planalto também estuda um aporte para evitar reajustes na conta de luz, em complemento ao programa Luz do Povo, lançado no ano passado.

O governo ainda anunciou, em parceria com os estados, um subsídio ao diesel para conter a alta do combustível, que costuma ter forte impacto sobre a inflação e o custo de vida. Outras medidas em análise incluem a revisão da chamada “taxa das blusinhas”, que cobra imposto sobre compras internacionais de até 50 dólares (R$ 257 na cotação atual).

Ao mesmo tempo, o Planalto tenta transformar em vitrine eleitoral a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e a promessa de acabar com a escala 6×1.

Na prática, porém, a mudança no tributo sobre a renda parece ainda não ter rendido o impacto positivo esperado por Lula, já que as pesquisas tem mostrado um total descontentamento com a gestão petista. Aliado a isso, a campanha de Lula já precisa lidar com o forte crescimento de seu principal rival no pleito deste ano, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que lidera em alguns levantamentos.

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