
O técnico Rogério Ceni comentou a escolha pelo goleiro Léo Vieira, recém-contratado junto à Chapecoense, que já estreou como titular na meta do Bahia no triunfo por 3 a 0 na noite desta quarta-feira (1º), na Arena Fonte Nova. O arqueiro fez boas intervenções e, em sua primeira partida, deixou boa impressão na torcida.
Com João Paulo como outra opção para a posição, Ceni explicou por que escolheu Léo Vieira para iniciar a partida entre os titulares. “A principal escolha é o ritmo de jogo. O Léo vinha jogando muitos jogos em sequência. Poderia ter ido com o João Paulo, foi uma opção minha conversando eu e o Duda [preparador de goleiros], o Duda trabalhou mais com o Léo diretamente, esses três treinamentos, sábado ele treinou com a gente, segunda e terça”, esclareceu.
Ceni também revelou que conversou com João Paulo, que vinha de uma sequência de sete jogos pelo Bahia. “Eu comuniquei hoje que o Léo começaria o jogo, foi uma decisão difícil para mim, porque um jogador já está aqui há bastante tempo e o outro está chegando, mas o Léo de qualquer maneira teria que jogar em determinado momento. E eu queria, eu trabalhei com o Léo faz doze anos, eu vejo pela TV, vejo os jogos, mas eu acho que o Léo é um cara tranquilo, calmo também, e eu acho que o principal fator foi o ritmo de jogo. O Léo vinha de todos os jogos jogados no Campeonato Brasileiro”, continuou o treinador.
Segundo Ceni, João Paulo vinha sentindo um pouco a falta de ritmo de jogo, o que pesou na decisão. “Dar essa oportunidade para o Léo para a gente poder ter uma análise do que a gente tem, dos dois goleiros que a gente tem hoje que brigam por essa posição”, explicou.
“O Léo fez um bom jogo, tanto com os pés quanto com as mãos, teve calma. Enfim, dentro de tudo que eu passei para ele, das dinâmicas de jogo e de tudo que o Duda treinou com ele, eu acho que ele fez um bom jogo”, completou.
O treinador também admitiu que a escolha envolvia certo risco. “Caso tivesse dado errado, todo mundo ia dizer: como é que o cara chegou há três dias? O futebol está muito sobre isso, dá certo ou errado, o resultado virá ou não, mas foi uma escolha”, ponderou.
“Infelizmente, nessa função, a gente tem que tomar decisões e contar que as coisas deem certo para que a gente tenha a convicção de que acertou no final. Foi uma escolha minha, mas também para conhecer, ver de perto o Léo jogando e dar essa oportunidade pelo fato do ritmo de jogo que ele vinha tendo com a Chapecoense”, finalizou Ceni.


