
O relator da CPMI do INSS, deputado Alfredo Gaspar, incluiu em seu relatório um pedido para que a Advocacia do Senado Federal peça à Justiça a decretação da prisão preventiva do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o “Lulinha”, por indícios de crimes de organização criminosa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e tráfico de influência. O filho do presidente Lula (PT) é apontado como integrante do esquema criminosos que roubou bilhões de aposentados e pensionistas, no documento que será votado pela comissão do Congresso Nacional nesta sexta-feira (27), com um total de 216 indiciado por crimes.
Alfredo aponta indícios concretos de “evasão do distrito da culpa que comprometem a aplicação da lei penal”, a respeito da mudança de Lulinha para a Espana, após a deflagração da Operação Sem Desconto pela Polícia Federal, em 23 de abril de 2025.
Veja o trecho do relatório que argumenta pela prisão preventiva de Lulinha:
“O indiciado deixou o território nacional com destino à Espanha, fato que compromete a incidência da lei penal e frustra a aplicação do ordenamento jurídico. Conforme apurado pela Polícia Federal e descrito no indiciamento que acompanha este Relatório, Fábio Luís Lula da Silva integrou a organização criminosa investigada e foi beneficiário de vantagens indevidas, entre as quais viagens custeadas por Roberta Luchsinger com recursos repassados por Antônio Carlos Camilo Antunes (“Careca do INSS”), líder da organização, além de indícios de recebimento de valores pecuniários identificados pela própria autoridade policial.

