
A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou favoravelmente à concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A manifestação, enviada ao Supremo Tribunal Federal, ocorre após o político ser levado às pressas ao Hospital DF Star, devido a um quadro grave de broncopneumonia.
Segundo o relatório assinado por Paulo Gonet, as condições de saúde apresentadas pelos médicos de Bolsonaro nos últimos dias apontam a necessidade de flexibilização do regime da pena. O político estava preso na Papudinha desde janeiro deste ano, condenado a 27 anos de prisão por liderar um grupo que planejou um golpe.
“A evolução clínica do ex-presidente, nos termos como exposto pela equipe médica que o atendeu no último incidente, recomenda a flexibilização do regime, em linha com o que admite o Supremo Tribunal em circunstâncias análogas”, afirmou o procurador-geral no documento enviado ao STF.
Ainda conforme Gonet, Bolsonaro apresenta um “estado de saúde que demanda a atenção constante e atenta que o ambiente familiar, mas não o sistema prisional em vigor, está apto a propiciar”. No parecer, o procurador-geral também apontou as comorbidades do ex-presidente que, segundo ele, podem acarretar novos problemas que necessitem de internação.
O último boletim médico de Bolsonaro apontou que o ex-presidente está clinicamente estável, sem registro de febre ou outras intercorrências, além de responder bem ao tratamento com antibióticos. Apesar disso, o político segue sem previsão de alta e continuará em tratamento no hospital.
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