
O senador Jaques Wagner (PT) quebrou o silêncio sobre as citações ao seu nome e de familiares em investigações que envolvem o Banco Master. Em entrevista à Rádio Metrópole nesta quinta-feira (19), o parlamentar afirmou estar “muito tranquilo” e buscou separar as atividades políticas dos negócios de seus familiares. “Eu sou do tipo que família é família, política é política, negócio é negócio”, afirmou.
A polêmica ganhou força após a revelação de que a empresa BK Financeira, que tem como sócia Bonnie de Bonilha, prestou serviços de prospecção de crédito consignado para a instituição financeira de Daniel Vorcaro. Ela é casada com o secretário de Meio Ambiente da Bahia (Sema) Eduardo Sodré, enteado de Wagner.
Wagner revelou que a defesa de Bonnie já tomou medidas formais perante o Supremo Tribunal Federal (STF). “Ontem o advogado deles entrou com uma petição junto ao ministro André Mendonça, oferecendo sigilo fiscal, sigilo bancário, tudo que for necessário para explicar. Pedi ao advogado para olhar e está tudo absolutamente normal”, afirmou o senador.
Segundo o petista, a intermediação financeira ocorreu em 2022, período em que ele não ocupava cargo no Executivo, e um distrato teria sido realizado no ano passado.
Wagner comparou a polêmica ao cenário enfrentado por ele em 2018, classificando as suspeitas como típicas de períodos eleitorais. Para o senador, a forma como as informações são divulgadas cria um “clima de terror que acaba atrapalhando o dia a dia”.
Credcesta
O senador defendeu a legalidade da operação de venda da antiga Cesta do Povo. “Havia a Cesta do Povo, que dava um prejuízo de 60, 80 milhões por ano. O governo era Rui e nós decidimos vender. Privatizamos como tem que ser”, afirmou.
Ao ser adquirida pelo empresário baiano Augusto Lima, a antiga estatal foi privatizada e se transformou em Credcesta, produto de crédito consignado operado pelo Banco Master na Bahia.
“Deixa a polícia investigar para ver sobre a questão do Credcesta que falam sempre”, disse. O parlamentar encerrou reforçando que apoia as apurações. “Apure-se tudo, quem tiver culpa no cartório que pague. Sempre defendi isso”, concluiu.
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