Leandro de Jesus acusa governo de reter precatórios e favorecer Banco Master

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O deputado estadual Leandro de Jesus (PL) criticou as gestões do PT na Bahia ao comentar o caso envolvendo o Banco Master. Durante sessão na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), nesta terça-feira (17), o parlamentar afirmou que o governo estadual estaria “tentando passar pano para uma situação” que classificou como “escandalosa”.

“O governo retém ali o pagamento dos precatórios de maneira proposital, ou seja, aquele que tem o crédito, que tem o valor a receber, ainda mais na situação que a gente vive aqui na Bahia, em que as pessoas estão vivendo inúmeras dificuldades financeiras, fica com a corda no pescoço. E isso já é um acordo com as instituições financeiras”, afirmou.

“O que acontece é que esse servidor que tem o dinheiro a receber vai recorrer ao banco. Mas ele recorre abrindo mão, muitas vezes, de 50% do que tem a receber. Com a corda no pescoço, o pessoal vai fazer o quê? Aí recorre ao banco. O banco paga o servidor, ou seja, compra aquele crédito. A partir do momento em que o banco comprou aquele crédito, o que é que o governo do Estado fez? Pagou o banco. O banco pagou 100%. Ou seja, por que não pagou logo a quem de direito, a quem tinha um crédito? Então a marcha está exatamente aí”, completou.

O parlamentar também citou o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e afirmou que ele teria reconhecido o modelo descrito.

“O governador não escondeu. Ele falou que realmente isso aconteceu. E culpou quem? Culpou a população, culpou o próprio servidor. Então, assim, o escândalo só se aprofunda. Nós estamos vendo que os tipos de operação e de ilícitos que vêm acontecendo em relação ao Banco Master e ao governo da Bahia são inúmeros, inclusive este que foi revelado. E a origem, volto a dizer, a origem do Banco Master está aqui”, disse.

Para Leandro de Jesus, o caso representa um constrangimento para o estado.

“Nos envergonha estar aqui na Bahia. Eles faliram propositalmente a Cesta do Povo e dali surgiu o Crédito Cesta. A máfia está ali. Não é à toa que o [ex-governador] Jaques Wagner, por exemplo, tinha uma influência muito grande, até hoje, no Banco Master, indicando pessoas para trabalhar lá com contratos multimilionários. De onde vem isso? Qual a origem de tudo isso? Óbvio, corrupção, influência. E aí está, infelizmente, o povo baiano pagando a conta mais uma vez”, disparou.

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