
O senador Carlos Viana (Podemos-MG), presidente da CPMI do INSS, afirmou nesta terça-feira (17), em Brasília, que não há evidências de que igrejas tenham recebido recursos do INSS. A declaração foi dada durante coletiva de imprensa ao comentar investigações que envolvem líderes religiosos.
– Não há, até o momento, qualquer ligação de que a igreja tenha recebido dinheiro do INSS – declarou ele.
O parlamentar explicou que o caso envolve um pastor ligado a uma igreja com CNPJ próprio, separado de outras instituições. Segundo ele, esse líder religioso mantinha relação com o Banco Master e foi convocado a prestar esclarecimentos à comissão.
– Há um relacionamento de um pastor que tinha uma igreja separada, CNPJ separado, e que estava numa ligação com o Master, e que tem que dar explicações, já foi convocado e eu espero que ele venha – completou Viana ao falar sobre Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro.
Viana também informou que irá pedir o compartilhamento da quebra de sigilo fiscal de Zettel com a CPMI. O objetivo é ampliar o acesso dos parlamentares aos dados para aprofundar as apurações.
– Esse material ficará também à disposição dos parlamentares para toda e qualquer tipo de investigação – informou.
Durante as investigações, seis igrejas foram citadas. De acordo com o senador, três apresentaram indícios de lavagem de dinheiro e tiveram sigilos quebrados. Outras três, incluindo a Igreja Batista da Lagoinha, aparecem por meio de pessoas investigadas que fizeram contribuições.
– Seis igrejas apareceram nas investigações. Três delas tinham indícios de lavagem de dinheiro e todas as três tiveram sigilo quebrado.
A CPMI também aprovou convocações de líderes religiosos e pedidos de quebra de sigilo de instituições como Adoração Church, Assembleia de Deus Ministério do Renovo, Ministério Deus é Fiel Church (SeteChurch) e Igreja Evangélica Campo de Anatote. As medidas se baseiam em relatórios de inteligência financeira e dados da Receita Federal.
Em janeiro, a Igreja Batista da Lagoinha divulgou nota negando ligação com a operação da Polícia Federal e com a CPMI. A instituição afirmou que afastou Fabiano Zettel das atividades ministeriais ao tomar conhecimento das investigações.
Segundo o comunicado, desde novembro de 2025, ele não possui função pastoral nem vínculo de liderança. A igreja também declarou que não há provas ou registros que indiquem uso da instituição em esquemas investigados e classificou como falsas as associações feitas publicamente.
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